Racionalismo Cristão é expressão que nem todos podem compreender. É uma Doutrina bela, uma Doutrina pura, saudável, ensina as criaturas como devem viver, como podem se desvencilhar das trevas da ignorância e adquirirem mais luz para seus espíritos. Fernando Faria

O que é o Racionalismo Cristão? – Por Fernando Faria

1. O que é o Racionalismo Cristão?
1.1 O Racionalismo Cristão é uma doutrina essencialmente espiritualista e espiritualizadora.
Os trabalhos são dirigidos pelo Astral Superior e, como existe um Presidente Astral na direção espiritual de cada Casa Racionalista Cristã, torna-se evidente que as Práticas Racionalistas em nada se assemelham com a magia negra rotulada de espiritismo, que tem por base a invocação de espíritos para os mais variados fins.

1.2 O Racionalismo Cristão é praticado tão-somente nas Casas Racionalistas Cristãs, na Casa-Chefe, com sede na cidade do Rio de Janeiro, Rua Jorge Rudge, 119 e nas suas filiais e correspondentes dispersos pelo Brasil e estrangeiro.

1.3 O Racionalismo Cristão bate-se pela Verdade e deseja que todos se esclareçam sobre a finalidade da Vida e a maneira correta de conduzir-se numa existência terrena, para evitar sofrimentos desnecessários e perdas de encarnações.

Porque vivemos? – Por Fernando Faria

2. Por que vivemos?
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2.1 Vivemos para cumprir a Lei da Evolução. A Evolução tem que ser operada a qualquer custo. Assim o impõem as Leis Naturais e Imutáveis que regem o Universo. E estas são indiferentes ao tolo pretencionismo dos que pensam poder iludi-las ou anulá-las.

2.2 Quando a evolução não for devidamente considerada, não há explicação lógica nem racional para a existência. Deve, por isso, todo indivíduo imprimir uma superior orientação à vida para encurtar o processo de sua evolução, esforçando-se por ser operoso e progressista e ter a atenção voltada para o aprimoramento da própria personalidade.

2.3 O princípio fundamental da vida no Universo é a Evolução. Nela reside a base do entendimento de tudo quanto se passa dentro e fora do alcance visual humano.

2.4 Negam a evolução, por ignorância uns, por cepticismo radical outros, por interesses sectaristas tantos, empreguem para reforçar essa negativa todos os sofismas, todos os floreios, todos os artifícios de linguagem de que forem capazes, e a evolução estará sempre presente, sempre viva, sempre atuante em todas as manifestações da vida, desde quando esta começa a despertar.

2.5 Por que tanto se interessam determinadas seitas em negar a evolução?

Por que tão intransigentemente se opõem a ela?
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Por que não se curvam diante dela e a admitem e aceitam?

O motivo não é difícil encontrar se considerarmos que o reconhecimento da evolução reduz a fagulhas a mística da salvação.

Quem é Deus? – Por Fernando Faria

3. O que é Deus?
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3.1 Na concepção dos homens, Deus é uma divindade de personificação masculina, superior e criada por homens para explicar o Universo.
Os deuses possuem, invariavelmente, os caracteres físicos e mentais dos seres que os conceberam.

3.2 Não importa que os homens, invertendo a realidade dos fatos, afirmem que foi Deus quem criou o homem à sua imagem.
A verdade é bem outra, e não é preciso ter grande imaginação para descobrir o logro multissecular de que tem sido vítima a humanidade.

3.3 Foi o homem quem imaginou, quem concebeu, quem criou os deuses. Criou-os mentalmente, com a forma humana e as mesmas qualidades e defeitos que possui.
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3.4 Nessa criação estão claramente refletidos os sentimentos dos criadores.

3.5 O deus corpóreo figura em todas as religiões. No credo — que é a oração principal de uma delas — aparece com o filho sentado ao seu lado direito, compondo um quadro de vida material comum.

3.6 O conceito da divindade, embora variando de raça para raça, não modifica a tendência geral relativamente à concepção do deus-rei, todo-poderoso, distribuindo prêmios e castigos.

3.7 Na Bíblia, no Velho Testamento — livro sagrado e intocável para tantos adoradores — existem referências ao deus de temperamento iracundo e vingativo da época.

Quem sou eu? – Por Fernando Faria

4.1 Quem sou eu?
4.1 O ser encarnado ou desencarnado é sempre um espírito, partícula da Inteligência Universal. Portanto, eu sou um Espírito.

Quando encarnados estamos sujeitos às contingências da vida terrena, algumas das quais escapam inteiramente à nossa vontade.

A denominação “Espírito” só se dá à partícula de Força que haja adquirido condições evolutivas para encarnar em corpo humano. O Espírito é uma partícula da Força Total, da qual possui poderes congêneres, porém limitados ao estado de evolução alcançado.
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4.2 O Espírito faz sua trajetória neste planeta em condições apropriadas ao seu estado de adiantamento, passando em cada reencarnação a viver em meio adequado ao progresso já alcançado, até terminar a parte da evolução que corresponde a este mundo.

De onde vim? - Por Fernando Faria

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5. De onde vim?

5.1 Como estamos encarnados na Terra e por ser a Terra um mundo de Escolaridade, nós viemos de Mundos Densos, ou de Mundos Opacos ou ainda de Mundos Intermédios.

5.2 Distribuídos na série de 33 classes, de acordo com o grau de desenvolvimento de cada um, os espíritos fazem a sua evolução partindo da seguinte ordem de Mundos:

• Mundos Densos: da 1ª  à  5ª classe
• Mundos Opacos: da 6ª  à  11ª classe
• Mundos Intermédios: da 12ª à 17ª classe
• Mundos Diáfanos:             da 18ª à 25ª classe
• Mundos de Luz Puríssima: da 26ª à 33ª classe

5.3 Os espíritos que fazem a sua evolução no planeta Terra pertencem às primeiras 17 classes, de uma série de 33.

5.4 A Terra é um Mundo de Escolaridade em que as 17 primeiras classes, da série de 33, promovem a sua evolução, partindo da 1ª e chegando à 17ª, em períodos que variam muito, de espírito para espírito, mas que se elevam, sempre, a milhares de anos.

5.5 Os Mundos de Escolaridade são de natureza idêntica ao nosso Planeta. A eles chegam por tal razão espíritos de várias classes diferentes, para promover, entre si, o intercâmbio de conhecimentos intelectuais, morais e espirituais.
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5.6 Acima da 17ª classe, só eventualmente um ou outro espírito encarna neste mundo, não por exigência da sua evolução, mas para auxiliar a humanidade a levantar-se espiritualmente, numa bela e espontânea manifestação de inteligência e desprendimento, pois são espíritos pertencentes aos Mundos Diáfanos (18ª à 25ª classe) ou aos Mundos de Luz Puríssima (26ª à 33ª classe).

Para onde vou após desencarnar? – Por Fernando Faria

6. Para onde vou após desencarnar?
6.1 Iremos todos nós, ao desencarnarmos, para os Mundos de Estágio. E, assim que deixarmos a atmosfera da Terra, cada um de nós ascenderá ao mundo correspondente à nossa própria classe, pois, nesses Mundos não estagiam espíritos de classes diferentes.

6.2 Os mundos dividem-se em duas grandes categorias: Mundos de Estágio e Mundos de Escolaridade.

6.3 Somente no mundo relativo às classes a que pertencem, para onde terão de seguir antes de voltarem a encarnar (Mundos de Estágio), é que os espíritos — livres de toda perturbação e em plena lucidez — reconhecem o grande atraso que traz à evolução do ser humano a desencarnação prematura.

6.4 Nos Mundos de Escolaridade, as emoções fazem parte da vida cotidiana. Essas emoções são experimentadas, indistintamente, por todos seus habitantes. Quando o homem se torna superior às sensações da pobreza e da fortuna que completam o quadro das referidas emoções, aí, sim, o sentido da vida espiritual começa nele a despertar.

6.5 Ninguém pode passar a um Mundo mais evoluído, enquanto neste se mantiver saturado de enganosas ideias sobre a vida e proceder, erroneamente, de acordo com elas.

6.6 Somente após a desencarnação, os corpos mental e astral (perispírito) deixam definitivamente o corpo carnal.

6.7 A concepção da morte resulta de um entendimento da vida completamente errado. Na verdade, ela jamais existiu. O espírito é imperecível. Por isso, não morre nunca.

Por que sofremos? – Por Fernando Faria

7. Por que sofremos?
7.1 O ser humano sofre porque desconhece a Verdade. É necessário que todos se esclareçam sobre a finalidade da Vida e a maneira correta de conduzir-se na existência terrena, para evitar sofrimentos desnecessários e perdas de encarnações.

7.2 Para não sofrer, o ser humano deve fugir de extravagâncias, adotando as regras do bom senso comum em atos e palavras, e não se desviar do que preceituam as leis naturais e imutáveis da Vida, procurando entendê-las e cumpri-las.

7.3 Deve procurar conhecer-se como Força e Matéria, para bem distinguir a vida material da espiritual.

7.4 O Espírito é uma partícula da Inteligência Universal e, como tal, está subordinado à Lei da Evolução; logo é dever dos seres humanos procurar evoluir espiritualmente.

7.5 A calma e a serenidade são indispensáveis como condição importante para o acerto das resoluções a tomar; estas, quando bem orientadas, conduzem ao êxito.

7.6 Sofremos para estimular a marcha do Espirito rumo à sua evolução. A evolução do Espírito é o resultado do seu esforço, da sua vontade, das suas aspirações de progredir. Durante essa marcha ocorrem, porém, frequentes pausas devidas à intolerância e ao comodismo do espírito encarnado, principalmente se ele não se vê muito assediado pelas dificuldades.

7.7 Mas, quando as atribulações vêm — e não deixam de vir, para sacudir, para despertar — aí, sim, sente-se o indolente perplexo, atordoado pela insegurança que constata no vácuo por ele próprio criado no interior de sua existência.

7.8 Hoje, como no passado, os que estudam os problemas e os conflitos humanos — e entre esses estudiosos se encontram, destacadamente, os praticantes do Racionalismo Cristão — sabem que somente pela educação espiritual poderá fazer-se de cada criatura um ser pacífico e verdadeiramente honrado.

Como ser feliz? – Por Fernando Faria

8. Como ser feliz?
8.1 Ser feliz é ser esclarecido. O Espírito esclarecido e, por isso mesmo, forte, não se deixa abater por desilusões ou desenganos. Compreende as causas das fraquezas e da maldade das criaturas, não confia em perfeições que sabe não existirem, e aceita os acontecimentos com racional entendimento.

8.2 Cumpre não esquecer que, para serem bem atingidos os objetivos da vida, é preciso, primeiramente, planejar, estabelecer normas de conduta, desenvolver a faculdade criativa e não se limitar a fazer o que os outros fazem. Há necessidade de aprimorar a personalidade, de formar uma consciência própria, única maneira de fortalecer o modo de raciocinar e chegar a conclusões seguras.

8.3 Verdadeiro, leal, honesto e equilibrado, o ser esclarecido não se esquece, nos momentos de perigo, que a sua integridade moral deve pairar acima de todas as considerações e interesses, e não teme as consequências da sua posição inflexível contra a corrupção.

O que é a mediunidade? – Por Fernando Faria

9. O que é a mediunidade?
9.1 A mediunidade é uma faculdade do espírito humano, que possibilita a intermediação entre os vivos (encarnados) e a alma dos mortos (desencarnados). Ela manifesta-se de múltiplas maneiras.

9.2 A mediunidade intuitiva é inata no espírito de todos os seres encarnados. A potência dessa mediunidade varia de indivíduo para indivíduo, em conformidade com o desenvolvimento que o ser vai obtendo de encarnação em encarnação.
9.3 O médium é um elemento de ligação dos dois planos — o físico e o psíquico — sendo essa a razão de quase sempre se revelarem por seu intermédio os fenômenos psíquicos.

9.4 Ao serviço do Racionalismo Cristão, médiuns e esteios nada devem temer; em primeiro lugar, porque estão seguros dos seus conhecimentos e sabem como agir em defesa própria; em segundo lugar, porque contam com a assistência dos espíritos do Astral Superior, aos quais se ligam por pensamentos elevados e pela disciplina por eles intuída.

9.5 Quanto mais sensível o indivíduo, maiores possibilidades tem de captar vibrações. Dessas vibrações, que são diferentes umas das outras, o espaço está repleto, podendo cada vibração captada produzir uma revelação ou fenômeno correspondente.

O que é a obsessão? - Por Fernando Faria

10. O que é a obsessão?
10.1 A obsessão é uma enfermidade psíquica resultante do mau uso do livre-arbítrio, da vontade mal educada, das inclinações sensualistas, do descontrole nos atos cotidianos, do nervosismo desenfreado, dos desejos insuperáveis, da ambição desmedida, do temperamento voluntarioso e, consequentemente, do desconhecimento ou da inobservância dos ensinos racionalistas cristãos.
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10.2 A obsessão é também um estado da alma devido à ação mais ou menos direta de espíritos desencarnados ou mesmo de encarnados, influindo sobre criaturas de diversos modos: desde a simples sugestão insistente, perene, tenaz, à ação direta, enérgica, violenta, provocando os chamados ataques.
10.3 O espírito obsessor age movido pelo amor ou pelo ódio, e sob o influxo de um desses sentimentos. Dominando sua paixão, ele procura captar a confiança da sua vítima: sua ação é intencionalmente demorada, branda, incessante, delicada; se, porém, a paixão o domina, a agressão é violenta e brutal.

10.4 No espiritismo bíblico-religioso, o que buscam quase todos os seus praticantes é o proveito material. Fazem-se ali especulações, “serviços”, “trabalhos”, à custa de espíritos obsessores do astral inferior. Em tal ambiente, as mistificações têm grande predomínio. Os riscos da obsessão são tremendos. Nesses centros não há disciplina protetora contra os maus espíritos, por ser esta ministrada tão-somente pelos espíritos do Astral Superior, que não se imiscuem nessas práticas.