Racionalismo Cristão é expressão que nem todos podem compreender. É uma Filosofia Espiritualista bela e pura, saudável, ensina as criaturas como devem viver, como podem se desvencilhar das trevas da ignorância e adquirirem mais luz para seus espíritos. Fernando Faria

Luiz de Mattos é curado de tuberculose por Augusto Messias de Burgos

É voz corrente em Cabo Verde quando o médium Senhor Augusto Messias de Burgos aportou em Cabo Verde em 1911, curou de tuberculose o jovem Henrique Baptista Morazzo, filho do armador italiano Senhor Geobatta Morazzo que cedeu o barco para distribuição dos alimentos entre ilhas.

Vale também lembrar que segundo as netas Amarylís (86), Amyrthis (85) e Annyce (84), do médium Augusto Messias de Burgos, sua casa quase sempre estava cheia de pessoas enfermas que o procuravam para tratamento de seus males. Entre muitos casos, o de um cidadão que sofria de tuberculose aguda e já desenganado, o médico sentindo-se impotente, indicou o enfermo a Maninho de Burgos, que o curou.

Do mesmo modo é descrito no livro ainda inédito do Senhor Fernando Faria de 1992, A Vida e a Luta de Luiz de Mattos, página 33:

Luiz de Mattos sendo quase tuberculoso, antes de chegar, em 1910, ao Espiritismo Racional e Científico Cristão, dois anos depois, pesava mais de 90 quilos. Levou dois anos de absoluta obediência ao tratamento prescrito pelo médico astral, Dr. Custódio José Duarte, o qual na ocasião disse-lhe:

Luiz de Mattos esclareceu o filólogo Julio Ribeiro no Centro Espírita de Augusto Messias de Burgos - Por Fernando Faria

Após o receituário e algumas instruções, o presidente Astral pede que se concentrem todos bem e dada uma comunicação em francês legível, livre de erros, causando sério espanto em Luiz de Mattos, é tanto, que este chegou a perguntar, após a sessão, se o médium tinha instrução, ...

Aqui vale observar que no livro "Assim surgiu o Racionalismo Cristão", neste ponto, antes do diálogo "Acalma-te" entre Padre Vieira e Luiz de Mattos, o narrador Antônio Cottas, leva o tema direto para a doutrinação de Ignácio de Loyola, mas no livro inédito de 1992, "A vida e a luta de Luiz de Mattos", o narrador Fernando Faria nos contempla com mais uma narrativa num dia anterior a de Ignácio de Loyola. ...

... Outro fenômeno de muita importância foi a manifestação de Júlio Ribeiro, o grande filólogo brasileiro, homem que considerava Luiz de Mattos o seu maior amigo. Júlio Ribeiro deixou o seu lar para ir desencarnar ao lado de Luiz de Mattos. Era livre-pensador e também não acreditava em coisa alguma, mas nessa sessão, o Padre Antônio Vieira atuou num dos médiuns dizendo:

— Luiz, pensa em alguém que foi teu amigo, pensa.



Luiz de Mattos disse:
— Está bem, já pensei.

De fato havia pensado em Júlio Ribeiro.

Júlio Ribeiro manifestou-se, sofredor, sem conhecer o seu estado, apesar de ter sido um grande espírito.

Júlio Ribeiro incorporado, observava as pessoas quando Luiz de Mattos pergunta-lhe:

1911 - Maria Cottas e as Sessões de “Graças” - Por Fernando Faria

De acordo com o livro inédito do estudioso e investigativo Senhor Fernando Faria, de 1992, A Vida e a Luta de Luiz de Mattos, página 35, no subtítulo “1911 - Maria Cottas e as Sessões de Graças”, em discurso que Maria Cottas proferiu por ocasião da Comemoração das reformas e novas instalações da Casa Racionalista de Santos, em 20 de Janeiro de 1967, ela disse o seguinte:

Recordo-me da muitas idas à casa de Luiz Alves Thomaz e Amélia, quando ainda não estava terminado este histórico edifício, que hoje engalanais com uma reforma espetacular, e lá assistia às primeiras Sessões de Doutrinações, que naquela época – 1911 – denominava-se “Graças” e eram realizadas a meia-noite em ponto, como durante algum tempo se realizou aqui nesta primeira sede do Racionalismo Cristão, então denominado Centro Amor e Caridade. Mais tarde, essas sessões passaram a realizarem-se às oito e meia, e assim permanecesse até hoje, mas agora só a Casa-Chefe do Rio de Janeiro.”

Sessões de Graças, são assim denominadas as sessões que Luiz de Mattos fazia aos sábados, a meia-noite e sempre previamente designadas pelos Guias. Elas tinham por fim a descida das Grandes Luzes do Astral Superior, para fluidificarem a água, destinada a cura das obsessões e outras enfermidades e beneficiar os médiuns para tais sessões escolhidas.

Maria Cottas, continuando disse:

Filial Petrópolis do Racionalismo Cristão – Rio de Janeiro


A Filial de Petrópolis do Racionalismo Cristão está situada na aprazível e também conhecida como Cidade Imperial, localizada no interior do Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Foi fundada por iniciativa do Imperador Dom Pedro II (seu nome vem da junção da palavra em latim Petrus (Pedro) com a em grego Polis (cidade), ficando "Cidade de Pedro"). 

A cidade viveu sua maior relevância política no período Imperial, entre 1822 a 1889. Tudo começou quando em 1822, o Imperador brasileiro Dom Pedro I, com rumo para Minas Gerais pelo Caminho do Ouro, hospedou-se na fazenda do Padre Correia. 

Como ficou encantado com a região, adquiriu uma fazenda vizinha, a Fazenda do Córrego Seco, que a renomeou Imperial Fazenda da Concórdia, onde sonhou construir o Palácio da Concórdia.

Seu filho, Dom Pedro II, em 1843, assinou um decreto pelo qual determinava o assentamento de uma povoação, a ser formada com a vinda de imigrantes alemães e a construção do sonhado palácio de verão, que ficou pronto em 1847.

A partir de então, durante o verão, a cidade tornava-se a capital do Império do Brasil, com a mudança de toda a corte.

Grande número de habitantes da cidade do Rio de Janeiro, também se mudava durante o verão para Petrópolis para fugir dos surtos de febre amarela.

Dom Pedro II governou por 49 anos e, em pelo menos quarenta verões, permanecendo em Petrópolis, eventualmente por até cinco meses.

Em 29 de setembro de 1857, a localidade foi elevada à condição de cidade. E em 1861 foi inaugurada a primeira rodovia macadamizada do Brasil, denominada Estrada União e Indústria, que ligou Petrópolis a cidade de Juiz de Fora.

O que é o Racionalismo Cristão? – Por Fernando Faria

1. O que é o Racionalismo Cristão?
1.1 O Racionalismo Cristão é uma doutrina essencialmente espiritualista e espiritualizadora.

Os trabalhos são dirigidos pelo Astral Superior e, como existe um Presidente Astral na direção espiritual de cada Casa Racionalista Cristã, torna-se evidente que as Práticas Racionalistas em nada se assemelham com a magia negra rotulada de espiritismo, que tem por base a invocação de espíritos para os mais variados fins.

1.2 O Racionalismo Cristão é praticado tão-somente nas Casas Racionalistas Cristãs, na Casa-Chefe, com sede na cidade do Rio de Janeiro, Rua Jorge Rudge, 119 e nas suas filiais e correspondentes dispersos pelo Brasil e estrangeiro.

1.3 O Racionalismo Cristão bate-se pela Verdade e deseja que todos se esclareçam sobre a finalidade da Vida e a maneira correta de conduzir-se numa existência terrena, para evitar sofrimentos desnecessários e perdas de encarnações.

Porque vivemos? – Por Fernando Faria

2. Por que vivemos?
2.1 Vivemos para cumprir a Lei da Evolução. A Evolução tem que ser operada a qualquer custo. Assim o impõem as Leis Naturais e Imutáveis que regem o Universo. E estas são indiferentes ao tolo pretencionismo dos que pensam poder iludi-las ou anulá-las.

2.2 Quando a evolução não for devidamente considerada, não há explicação lógica nem racional para a existência. Deve, por isso, todo indivíduo imprimir uma superior orientação à vida para encurtar o processo de sua evolução, esforçando-se por ser operoso e progressista e ter a atenção voltada para o aprimoramento da própria personalidade.

2.3 O princípio fundamental da vida no Universo é a Evolução. Nela reside a base do entendimento de tudo quanto se passa dentro e fora do alcance visual humano.

2.4 Negam a evolução, por ignorância uns, por cepticismo radical outros, por interesses sectaristas tantos, empreguem para reforçar essa negativa todos os sofismas, todos os floreios, todos os artifícios de linguagem de que forem capazes, e a evolução estará sempre presente, sempre viva, sempre atuante em todas as manifestações da vida, desde quando esta começa a despertar.

2.5 Por que tanto se interessam determinadas seitas em negar a evolução?

Por que tão intransigentemente se opõem a ela?

Por que não se curvam diante dela e a admitem e aceitam?

O motivo não é difícil encontrar se considerarmos que o reconhecimento da evolução reduz a fagulhas a mística da salvação.

Quem é Deus? – Por Fernando Faria

3. O que é Deus?
3.1 Na concepção dos homens, Deus é uma divindade de personificação masculina, superior e criada por homens para explicar o Universo.
Os deuses possuem, invariavelmente, os caracteres físicos e mentais dos seres que os conceberam.

3.2 Não importa que os homens, invertendo a realidade dos fatos, afirmem que foi Deus quem criou o homem à sua imagem.
A verdade é bem outra, e não é preciso ter grande imaginação para descobrir o logro multissecular de que tem sido vítima a humanidade.

3.3 Foi o homem quem imaginou, quem concebeu, quem criou os deuses. Criou-os mentalmente, com a forma humana e as mesmas qualidades e defeitos que possui.

3.4 Nessa criação estão claramente refletidos os sentimentos dos criadores.

3.5 O deus corpóreo figura em todas as religiões. No credo — que é a oração principal de uma delas — aparece com o filho sentado ao seu lado direito, compondo um quadro de vida material comum.

3.6 O conceito da divindade, embora variando de raça para raça, não modifica a tendência geral relativamente à concepção do deus-rei, todo-poderoso, distribuindo prêmios e castigos.

3.7 Na Bíblia, no Velho Testamento — livro sagrado e intocável para tantos adoradores — existem referências ao deus de temperamento iracundo e vingativo da época.

Quem sou eu? – Por Fernando Faria

4.1 Quem sou eu?
4.1 O ser encarnado ou desencarnado é sempre um espírito, partícula da Inteligência Universal. Portanto, eu sou um Espírito.

Quando encarnados estamos sujeitos às contingências da vida terrena, algumas das quais escapam inteiramente à nossa vontade.

A denominação “Espírito” só se dá à partícula de Força que haja adquirido condições evolutivas para encarnar em corpo humano. O Espírito é uma partícula da Força Total, da qual possui poderes congêneres, porém limitados ao estado de evolução alcançado.

4.2 O Espírito faz sua trajetória neste planeta em condições apropriadas ao seu estado de adiantamento, passando em cada reencarnação a viver em meio adequado ao progresso já alcançado, até terminar a parte da evolução que corresponde a este mundo.

De onde vim? - Por Fernando Faria

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5. De onde vim?

5.1 Como estamos encarnados na Terra e por ser a Terra um mundo de Escolaridade, nós viemos de Mundos Densos, ou de Mundos Opacos ou ainda de Mundos Intermédios.

5.2 Distribuídos na série de 33 classes, de acordo com o grau de desenvolvimento de cada um, os espíritos fazem a sua evolução partindo da seguinte ordem de Mundos:

• Mundos Densos: da 1ª  à  5ª classe
• Mundos Opacos: da 6ª  à  11ª classe
• Mundos Intermédios: da 12ª à 17ª classe
• Mundos Diáfanos:             da 18ª à 25ª classe
• Mundos de Luz Puríssima: da 26ª à 33ª classe

5.3 Os espíritos que fazem a sua evolução no planeta Terra pertencem às primeiras 17 classes, de uma série de 33.

5.4 A Terra é um Mundo de Escolaridade em que as 17 primeiras classes, da série de 33, promovem a sua evolução, partindo da 1ª e chegando à 17ª, em períodos que variam muito, de espírito para espírito, mas que se elevam, sempre, a milhares de anos.

5.5 Os Mundos de Escolaridade são de natureza idêntica ao nosso Planeta. A eles chegam por tal razão espíritos de várias classes diferentes, para promover, entre si, o intercâmbio de conhecimentos intelectuais, morais e espirituais.
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5.6 Acima da 17ª classe, só eventualmente um ou outro espírito encarna neste mundo, não por exigência da sua evolução, mas para auxiliar a humanidade a levantar-se espiritualmente, numa bela e espontânea manifestação de inteligência e desprendimento, pois são espíritos pertencentes aos Mundos Diáfanos (18ª à 25ª classe) ou aos Mundos de Luz Puríssima (26ª à 33ª classe).

Para onde vou após desencarnar? – Por Fernando Faria

6. Para onde vou após desencarnar?
6.1 Iremos todos nós, ao desencarnarmos, para os Mundos de Estágio. E, assim que deixarmos a atmosfera da Terra, cada um de nós ascenderá ao mundo correspondente à nossa própria classe, pois, nesses Mundos não estagiam espíritos de classes diferentes.

6.2 Os mundos dividem-se em duas grandes categorias: Mundos de Estágio e Mundos de Escolaridade.

6.3 Somente no mundo relativo às classes a que pertencem, para onde terão de seguir antes de voltarem a encarnar (Mundos de Estágio), é que os espíritos — livres de toda perturbação e em plena lucidez — reconhecem o grande atraso que traz à evolução do ser humano a desencarnação prematura.

6.4 Nos Mundos de Escolaridade, as emoções fazem parte da vida cotidiana. Essas emoções são experimentadas, indistintamente, por todos seus habitantes. Quando o homem se torna superior às sensações da pobreza e da fortuna que completam o quadro das referidas emoções, aí, sim, o sentido da vida espiritual começa nele a despertar.

6.5 Ninguém pode passar a um Mundo mais evoluído, enquanto neste se mantiver saturado de enganosas ideias sobre a vida e proceder, erroneamente, de acordo com elas.

6.6 Somente após a desencarnação, os corpos mental e astral (perispírito) deixam definitivamente o corpo carnal.

6.7 A concepção da morte resulta de um entendimento da vida completamente errado. Na verdade, ela jamais existiu. O espírito é imperecível. Por isso, não morre nunca.